Voltar ao índiceProtocolo clínico

Respiratórias

Faringoamigdalite Aguda

Inflamação aguda da faringe e amígdalas, principalmente de etiologia viral; 20-40% dos casos são bacterianos

Alerta

Sinais de alerta para encaminhar ou internar

  • Trismo (dificuldade de abrir a boca)
  • Voz abafada / hot potato voice
  • Edema uvular desviado (abscesso periamigdaliano)
  • Dificuldade de engolir/respirar
  • Estridor

Diagnóstico

Critérios clínicos

  • 1Diagnóstico é CLÍNICO
  • 2Cultura de orofaringe é considerada o padrão ouro, mas é de pouca aplicabilidade clínica
  • 3A maior parte é de etiologia viral. Presença concomitante de coriza, conjuntivite e tosse sugere etiologia viral
  • 4Se infecção bacteriana, agente etiológico mais comum é Streptococcus pyogenes
  • 5Penicilina é o único antimicrobiano com eficácia comprovada em reduzir taxas de febre reumática

Referência visual

Imagens laboratoriais relacionadas ao tópico

Material público do Wikimedia Commons para ilustração de cultura, microscopia, Gram e outras colorações relacionadas ao diagnóstico.

As imagens são obtidas automaticamente de fonte pública e servem apenas como ilustração. Elas podem conter erros, fugir do contexto do tópico e não têm garantia de precisão diagnóstica.

Conduta

Tratamento

Esquemas organizados por primeira linha e alternativas, mantendo dose, intervalo e duração visíveis.

Tratamento

Primeira Linha

Penicilina Benzatina

Esquema recomendado para consulta rápida.

IM
Dose≤27 kg: 600 mil unidades IM; >27 kg: 1,2 milhão de unidade IM, dose única
IntervaloDose única
Duração10 dias

Observação

Primeira escolha

Amoxicilina

Esquema recomendado para consulta rápida.

VO
Dose50 mg/kg/dia (máx 500 mg/dose)
Intervalo8/8h
Duração10 dias

Observação

Alternativa oral

Tratamento

Alternativas

Azitromicina

Esquema recomendado para consulta rápida.

VO
Dose12 mg/kg/dia 1 vez ao dia (máx 500 mg)
Intervalo1x/dia
Duração5 dias

Observação

Em caso de alergia ou impossibilidade de uso de beta-lactâmicos

Apoio clínico

Detalhes complementares

Etiologia

  • Viral (maioria): concomitância de coriza, conjuntivite e tosse sugere etiologia viral
  • Bacteriana (20-40%): Streptococcus pyogenes quando bacteriana

Diagnóstico Diferencial

Mononucleose infecciosa (EBV)Abscessos periamigdaliano/retrofaríngeoEpiglotite

Exames

  • Diagnóstico clínico

Contexto

Situações especiais

Observação 1

Os objetivos do tratamento são a prevenção de febre reumática, prevenção de complicações supurativas locais, glomerulonefrite, redução da transmissão e melhora dos sintomas.

Observação 2

A febre e os sintomas constitucionais geralmente desaparecem em um a três dias após o início do tratamento, mas é importante concluir o tempo de tratamento para erradicação do estreptococo.

Observação 3

Consultas de seguimento não são necessárias para a maioria dos casos.

Observação 4

A tonsilectomia não é indicada rotineiramente. Em casos de infecção de repetição (≥7 episódios/ano ou ≥5 episódios nos últimos 2 anos), encaminhar para otorrinolaringologista para avaliação.

Material de apoio

Downloads em PDF

Acesso rápido aos arquivos de referência para leitura offline e apoio complementar durante a consulta.

2 arquivos disponívels

Secretaria da Saúde do Ceará

Guia Antimicrobiano na Prática Clínica

Arquivo-base da Secretaria da Saúde do Ceará para consulta offline em PDF.

Arquivo

guia-antimicrobiano-pratica-clinica-ce.pdf

World Health Organization

WHO AMR Methodology Sheets

Material complementar da OMS com folhas metodológicas para monitoramento e avaliação em resistência antimicrobiana.

Arquivo

who-amr-methodology-sheets.pdf

Evidência complementar

Artigos sugeridos no PubMed

Selecionados pelo contexto clínico, priorizando periódicos de maior impacto e tipos de publicação com evidência mais forte.