Voltar ao índiceProtocolo clínico

Geniturinárias

ITU em Gestante, Homens ou Crianças

Orientações para infecção do trato urinário em gestantes, homens e crianças. Sempre solicitar sumário de urina e urocultura nesses grupos.

Atenção

Sinais de alerta para encaminhar ou internar

  • Crianças < 2 meses com suspeita de ITU: encaminhar para serviço de referência
  • Sinais de sepse: febre alta, hipotensão, alteração do estado mental
  • Ausência de resposta ao tratamento empírico em 48-72 horas

Diagnóstico

Critérios clínicos

  • 1SOLICITAR SUMÁRIO DE URINA E UROCULTURA em todos os casos suspeitos para gestantes, homens ou crianças.
  • 2Em homens, cistite não é frequente. Realizar exame clínico da próstata e considerar hipótese de uretrite (ver uretrite/IST).
  • 3Em gestantes, atenção para os antimicrobianos que podem ser utilizados — evitar fluoroquinolonas e nitrofurantoína no 3º trimestre.
  • 4Em crianças, a distinção entre infecção urinária baixa e pielonefrite pode ser difícil, especialmente em menores de 2 meses.
  • 5Em caso de dúvida em crianças menores de 2 meses, encaminhar para serviço de referência.
  • 6No primeiro episódio sintomático, os exames laboratoriais não são mandatórios e a terapia pode ser empírica a depender do grupo do paciente.

Bacteriúria assintomática

Rastreio de urocultura em gestantes

A coleta de urocultura e o tratamento da bacteriúria assintomática estão indicados somente em gestantes e no pré-operatório de cirurgia urológica.

Indicação de rastreio

Indicação de rastreio

Gestantes

Pré-operatório de cirurgia urológica

Na primeira consulta da gestante, considerar urocultura de rastreio.

Urocultura positiva

Tratar conforme antibiograma

Tratamento conforme resultado do antibiograma.

1

Repetir urocultura 2 semanas após o fim do tratamento nas gestantes de alto risco.

2

Se a urocultura de controle permanecer positiva, retratar.

A escolha do antimicrobiano deve ser baseada no resultado da urocultura.

Urocultura negativa

Não tratar

Não prescrever antimicrobianos.

Não repetir urocultura, exceto se a paciente apresentar sintomas.

Bacteriúria assintomática deve ser tratada apenas quando houver indicação clínica específica.

Conduta

Esquemas terapêuticos

Esquemas organizados por primeira linha e alternativas, mantendo dose, intervalo e duração visíveis.

Farmacoterapia

Antimicrobiano empírico em gestantes

Cefalexina

via oral (VO)
Dose
500mg
Intervalo
de 6 em 6 horas
Duração
5-7 dias

Antimicrobiano empírico em gestantes

Amoxicilina

via oral (VO)
Dose
500mg
Intervalo
de 8 em 8 horas
Duração
5-7 dias

Antimicrobiano empírico em gestantes

Fosfomicina*

via oral (VO)
Dose
3g
Intervalo
dose única
Duração
dose única
Obs

*A Fosfomicina não deve ser utilizada como primeira escolha de forma rotineira. Seu uso está reservado para situações específicas, como pacientes com contraindicação a betalactâmicos ou quando não houver resposta ao tratamento inicial.

Antimicrobiano empírico em homens

Ciprofloxacino

via oral (VO)
Dose
500mg
Intervalo
de 12 em 12 horas
Duração
5-7 dias

Antimicrobiano empírico em homens

Nitrofurantoína

via oral (VO)
Dose
100mg
Intervalo
de 6 em 6 horas
Duração
5-7 dias

Antimicrobiano empírico em crianças > 2 meses

Cefalexina

via oral (VO)
Dose
Criança: 50-100mg/kg/dia
Intervalo
de 8 em 8 horas
Duração
5-7 dias

Antimicrobiano empírico em crianças > 2 meses

Sulfametoxazol-Trimetoprim

via oral (VO)
Dose
Criança: 6-12mg/kg/dia (baseado no Trimetoprim)
Intervalo
de 12 em 12 horas
Duração
5-7 dias

Antimicrobiano empírico em crianças > 2 meses

Amoxicilina

via oral (VO)
Dose
Criança: 50-90mg/kg/dia (máx. 500mg/dose)
Intervalo
de 8 em 8 horas
Duração
5-7 dias

Contexto

Situações especiais

Tratamento — orientações gerais

A melhora dos sintomas ocorrerá após 24 a 48 horas do início do tratamento. Possibilidade de efeitos adversos com uso de antimicrobianos. Necessidade de reavaliação para ajustar o tratamento de acordo com o resultado de urocultura e antibiograma (terapia direcionada ao patógeno). Retorno em caso de não melhora.

Material de apoio

Materiais e referências

Acesso rápido a downloads offline e links institucionais/oficiais para apoio complementar durante a consulta.

8 recursos disponívels

Secretaria da Saúde do Ceará

PDF

Guia Antimicrobiano na Prática Clínica

Arquivo-base da Secretaria da Saúde do Ceará para consulta offline em PDF.

Arquivo

guia-antimicrobiano-pratica-clinica-ce.pdf

World Health Organization

PDF

WHO AMR Methodology Sheets

Material complementar da OMS com folhas metodológicas para monitoramento e avaliação em resistência antimicrobiana.

Arquivo

who-amr-methodology-sheets.pdf

ILAS

Site oficial

Instituto Latino-Americano de Sepse

Protocolos, bundles e materiais de implementação para sepse e choque séptico.

BrCAST

Site oficial

Brazilian Committee on Antimicrobial Susceptibility Testing

Pontos de corte e recomendações nacionais para testes de sensibilidade aos antimicrobianos.

EUCAST

Site oficial

European Committee on Antimicrobial Susceptibility Testing

Breakpoints, tabelas e metodologia de referência para interpretação microbiológica.

CLSI

Site oficial

Clinical and Laboratory Standards Institute

Standards laboratoriais e documentos técnicos aplicados à microbiologia clínica.

CAMO-Net

Site oficial

Collaborative for Antimicrobial Optimisation Network

Rede colaborativa global com especialistas, eventos e materiais voltados ao enfrentamento da resistência antimicrobiana.

ANVISA

Site oficial

Manuais de Microbiologia Clínica

Publicações oficiais da ANVISA para apoio técnico em microbiologia clínica nos serviços de saúde.

Evidência complementar

Artigos sugeridos no PubMed

Selecionados pelo contexto clínico, priorizando periódicos de maior impacto e tipos de publicação com evidência mais forte.