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Voltar ao índiceProtocolo clínico

Respiratórias

Infecções do trato respiratório inferior

As infecções respiratórias constituem uma das afecções mais comuns e, na maioria das vezes, são autolimitadas.

Diagnóstico

Critérios clínicos

  • 1Sinais de gravidade: confusão mental, FR ≥ 30 irpm, PAS < 90 ou PAD ≤ 60 mmHg, saturação ≤ 94% (exceto pneumopatia crônica com hipoxemia basal).
  • 2Síndrome gripal: febre + dor de garganta + congestão nasal ou mialgia ou artralgia.
  • 3Na síndrome gripal, NÃO prescrever antimicrobianos.
  • 4Avaliar pneumonia quando houver fatores de risco e achados clínicos.

Fluxograma para o atendimento

Avaliação inicial

Fluxograma para o atendimento do paciente com quadro agudo de tosse produtiva (< 14 dias).

Tosse aguda

Tosse aguda

Confusão mental

FR ≥ 30 irpm

PAS < 90 ou PAD ≤ 60 mmHg

Saturação ≤ 94% (exceto pneumopatia crônica com hipoxemia basal)

Síndrome gripal?

Síndrome gripal?

Febre + dor de garganta + congestão nasal ou mialgia ou artralgia

Pneumonia / exacerbação?

Pneumonia / exacerbação?

≥ 65 anos

Alteração de ausculta pulmonar

Comorbidades: DM, ICC, imunossupressão, neoplasia, insuficiência renal, cirrose

Queda do estado geral

FR > 25

FC > 125

Temperatura < 35 ou > 40

Primeiro, excluir gravidade. Depois, seguir a conduta correspondente.

Gravidade

Encaminhamento para atendimento hospitalar

Se houver sinais de gravidade, encaminhar para atendimento hospitalar.

Síndrome gripal

Sem antimicrobianos

Não prescrever antimicrobianos.

Considerar Oseltamivir para Influenza e Paxlovid para COVID-19 se houver fatores de risco.

Considerar teste rápido para SARS-CoV-2 e influenza.

Prescrever sintomáticos.

Pneumonia / exacerbação

Radiografia e antimicrobiano

Radiografia de tórax se possível.

Iniciar antimicrobiano conforme tabela a seguir.

Se exacerbação aguda de pneumopatia crônica, prescrever antibiótico se houver aumento ou piora do aspecto de secreção.

Manter saturação de O2 entre 88-92%.

Se o quadro não sugerir pneumonia, reavaliar em 48h e orientar sinais de alerta: dispneia, dor torácica, vômitos incoercíveis e confusão mental.

A maior parte das infecções respiratórias é autolimitada e sem gravidade, portanto sem necessidade de antimicrobiano.

Conduta

Esquemas terapêuticos

Esquemas organizados por primeira linha e alternativas, mantendo dose, intervalo e duração visíveis.

Farmacoterapia

Primeira linha

Pneumonia adquirida na comunidade - ausência de fatores de risco

Amoxicilina

via oral (VO)
Dose
Adulto: 500mg
Criança: 50-90mg/kg/dia (máx. 500mg/dose)
Intervalo
de 8 em 8 horas
Duração
5-7 dias
Obs

Em caso de alergia, considerar Doxiciclina.

Pneumonia adquirida na comunidade - presença de fatores de risco

Amoxicilina-clavulanato + Azitromicina ou Claritromicina

via oral (VO)
Dose
Adulto: 500/125mg + 500mg
Criança: 50-90mg/kg/dia (amoxicilina) + 12mg/kg/dia ou 15mg/kg/dia
Intervalo
de 8 em 8 horas e 1 vez ao dia ou de 12 em 12 horas
Duração
5 dias
Obs

Ciprofloxacino deve ser evitado na pediatria.

Farmacoterapia

Alternativas

Pneumonia adquirida na comunidade - ausência de fatores de risco

Doxiciclina

via oral (VO)
Dose
Adulto: 100mg
Criança: 2-4mg/kg/dia (máx. 100mg/dose)
Intervalo
de 12 em 12 horas
Duração
5-7 dias

Contexto

Situações especiais

Síndrome gripal

Prescrever sintomáticos e manter sem antibioticoterapia. Se disponível, realizar teste rápido para COVID-19 e influenza. Se houver fatores de risco para Influenza ou COVID-19, prescrever Oseltamivir para Influenza (adulto 75mg de 12 em 12 horas; criança conforme peso e faixa etária) e Paxlovid para COVID-19 (300/100mg de 12 em 12 horas; não liberado para < 18 anos) por 5 dias.

Exacerbação aguda de pneumopatia crônica

Prescrever antibiótico se houver aumento ou piora do aspecto de secreção. Manter saturação de O2 entre 88-92%. A 1ª opção é amoxicilina/clavulanato + (azitromicina ou claritromicina) por 5 dias. Avaliar fatores de risco para Pseudomonas aeruginosa (uso de corticosteroides, exacerbações prévias, hospitalização no último ano). Se houver fator de risco, acrescentar ciprofloxacino ao esquema. Em pediatria, ciprofloxacino deve ser evitado.

Material de apoio

Materiais e referências

Acesso rápido a downloads offline e links institucionais/oficiais para apoio complementar durante a consulta.

8 recursos disponívels

Secretaria da Saúde do Ceará

PDF

Guia Antimicrobiano na Prática Clínica

Arquivo-base da Secretaria da Saúde do Ceará para consulta offline em PDF.

Arquivo

guia-antimicrobiano-pratica-clinica-ce.pdf

World Health Organization

PDF

WHO AMR Methodology Sheets

Material complementar da OMS com folhas metodológicas para monitoramento e avaliação em resistência antimicrobiana.

Arquivo

who-amr-methodology-sheets.pdf

ILAS

Site oficial

Instituto Latino-Americano de Sepse

Protocolos, bundles e materiais de implementação para sepse e choque séptico.

BrCAST

Site oficial

Brazilian Committee on Antimicrobial Susceptibility Testing

Pontos de corte e recomendações nacionais para testes de sensibilidade aos antimicrobianos.

EUCAST

Site oficial

European Committee on Antimicrobial Susceptibility Testing

Breakpoints, tabelas e metodologia de referência para interpretação microbiológica.

CLSI

Site oficial

Clinical and Laboratory Standards Institute

Standards laboratoriais e documentos técnicos aplicados à microbiologia clínica.

CAMO-Net

Site oficial

Collaborative for Antimicrobial Optimisation Network

Rede colaborativa global com especialistas, eventos e materiais voltados ao enfrentamento da resistência antimicrobiana.

ANVISA

Site oficial

Manuais de Microbiologia Clínica

Publicações oficiais da ANVISA para apoio técnico em microbiologia clínica nos serviços de saúde.

Evidência complementar

Artigos sugeridos no PubMed

Selecionados pelo contexto clínico, priorizando periódicos de maior impacto e tipos de publicação com evidência mais forte.